top of page

Fique por dentro das novidades

Projeto NEACA Tecendo Redes participa de seminário sobre proteção psicossocial de crianças e adolescentes em Niterói

  • há 7 horas
  • 4 min de leitura

Equipe do NEACA/SG integrou mesas de debate sobre ECA Digital e escuta protegida, além de promover orientação e mobilização da rede de proteção durante evento na Faculdade Maria Thereza (FAMATH)


Palestrantes falaram na Famath sobre o ECA Digital e os seus impactos na defesa dos direitos das crianças e adolecentes

Foto: Divulgação


O Projeto NEACA Tecendo Redes, realizado pelo Movimento de Mulheres em São Gonçalo, com a parceria da Petrobras por meio do Programa Pedrobras Socioambiental, marcou presença no Seminário “Proteção Psicossocial em Rede de Crianças e Adolescentes em Situação de Violência”, promovido na terça-feira (26/5), na Faculdade Maria Thereza, em alusão ao 18 de Maio — Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.


A atividade reuniu estudantes, professores e profissionais da rede de proteção para discutir estratégias de enfrentamento às violências contra crianças e adolescentes, com foco no fortalecimento das políticas públicas, da atuação intersetorial e da proteção no ambiente digital.


Cerca de dez técnicos da equipe do NEACA/São Gonçalo participaram da programação nos turnos da manhã e da noite. Durante o evento, os profissionais montaram um stand para distribuição de panfletos, folders informativos, e orientação ao público e através de mídias digitais sobre o atendimento às crianças e adolescentes vítimas de violência.


O projeto também esteve representado por profissionais em duas mesas de debate: coordenadora técnica de São Gonçalo, a psicóloga Cristiane Pereira; a supervisora técnica e psicóloga Tatiana Rodrigues; e o analista de comunicação Charles Rodrigues, que falou sobre os impactos da implementação do ECA Digital.


A programação foi organizada em dois momentos distintos. Pela manhã, o debate teve caráter interdisciplinar, abordando o ECA Digital com profissionais de diferentes áreas de atuação. Já à noite, a mesa concentrou-se na escuta protegida de crianças em situação de violência no campo da saúde mental.


Técnicos do NEACA/SG montaram um stand para distribuição de panfletos, folders informativos, e orientação ao público

Foto: Divulgação


Atualização e debate sobre os direitos da infância na universidade


Um dos organizadores do seminário, o professor Alexandre Nascimento, coordenador do grupo de estágio Rede de Proteção Psicossocial de Crianças e Adolescentes, destacou que o evento surgiu com o objetivo de ampliar o debate sobre os direitos da infância dentro da universidade.

“Esse seminário faz parte do nosso programa de estágio com a proposta de difundir, na universidade, os princípios, deveres e direitos apresentados pelo ECA. Agora, com a novidade do ECA Digital, ampliamos esse debate para uma atualização importante da temática”, explicou.

Segundo ele, a iniciativa também busca suprir lacunas existentes no ensino superior em relação à abordagem das violências contra crianças e adolescentes.


“É um espaço importante de formação para os alunos de Psicologia, Pedagogia e também para a rede local como um todo, com a intenção de fortalecer a articulação da rede, divulgar serviços, mecanismos de denúncia e atendimento”, afirmou.

Conscientização e a formação de futuros profissionais


De acordo com a coordenadora técnica do NEACA/SG, Cristiane Pereira, a parceria com a Faculdade Maria Thereza é fundamental para ampliar a conscientização e a formação de futuros profissionais.


“É uma faculdade que está formando profissionais. Difundir informações sobre o enfrentamento das violências nesse espaço é extremamente importante. Trazer uma reflexão crítica para os estudantes sobre as temáticas transversais que atravessam a violência também é essencial”, ressaltou.

A psicóloga Cristiane Pereira destacou ainda a importância de inserir o debate sobre o ECA Digital no ambiente acadêmico

Foto: Divulgação


“Hoje estivemos aqui falando sobre o ECA Digital para estudantes. A infância circula no ambiente digital, e esse ambiente amplia a exposição às violências e vulnerabilidades, exigindo uma proteção social ainda maior. O trabalho do psicólogo é fundamental, mas a proteção só acontece de forma efetiva por meio da atuação articulada em rede, garantindo direitos e os encaminhamentos necessários diante das violações”, concluiu a psicóloga.

Mídia: construção de práticas de acolhimento


Já o jornalista Charles Rodrigues chamou atenção para os desafios de uma atuação coletiva da rede de proteção às crianças e adolescentes no ambiente virtual.


"As violências digitais não podem ser naturalizadas. Elas exigem atuação coletiva, responsabilidade ética e fortalecimento permanente da rede de proteção. Por isso, o diálogo entre psicologia, comunicação, educação, assistência social, sistema de justiça e movimentos sociais torna-se cada vez mais necessário. Que possamos construir práticas de acolhimento, prevenção e educação digital crítica, fortalecendo crianças e adolescentes como sujeitos de direitos também no ambiente virtual", ressaltou o jornalista.

Atuação da rede de proteção na escuta especializada


Formada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, especialista em Psicologia Jurídica e Psicoterapia Infantojuvenil na abordagem Fenomenológico-Existencial, a psicóloga Tatiana Rodrigues (NEACA) destacou a importância da articulação instersetorial na escuta especializada.

"Falar sobre a rede de proteção de crianças e adolescentes vítimas de violência é compreender que nenhuma instituição atua sozinha. A garantia de direitos só acontece de forma efetiva quando há articulação entre assistência social, saúde, educação, sistema de justiça, segurança pública e sociedade civil, formando uma rede comprometida com a proteção integral prevista no ECA", explica Tatiana.


Atendimento em três municípios


Criado em 2024, o projeto NEACA Tecendo Redes, em parceria com a Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental, atua no enfrentamento às violências domésticas e sexuais e no apoio à capacitação de jovens em situação de vulnerabilidade social. O projeto abrange os municípios de São Gonçalo, Itaboraí e Duque de Caxias, contribuindo para a promoção e a garantia dos direitos humanos de mulheres, crianças, adolescentes e jovens até 29 anos.

 

Atendimento (segunda a sexta, das 9h às 17h):

 

NEACA São Gonçalo: Rua Rodrigues Fonseca, 201 – Zé Garoto.  (21) 2606-5003 / (21) 98464-2179

NEACA Primeira Infância (SG): Rua Rodrigues Fonseca, 313 – Zé Garoto.  (21) 96750-1595

NEACA Itaboraí: Rua Antônio Pinto, 277 – Nova Cidade.  (21) 98900-4246

NEACA Caxias: Rua General Venâncio Flores, 518 – Jardim 25 de Agosto.  (21) 96750-3095 

 
 
 
Ativo 2.png
  • Ativo 13

(21) 2606-5003 /(21) 98464-2179

  • Ativo 12

Movimento de Mulheres em São Gonçalo
Rua Rodrigues da Fonseca, 201 - Zé Garoto

- NEACA Itaboraí: (21 98900-4246 | 96521-4888)

Rua Antônio Pinto, 277 - Nova Cidade

- NEACA Duque de Caxias: (21 96750-3095)

Rua General Venâncio Flores, 518, Jardim 25 de Agosto

- NEACA Primeira Infância (SG): (21 96750-1595)

Rua Rodrigues Fonseca, 313, Zé Garoto


- NACA (SG): (21 2606-5003 | 21 989004217)

Rua Rodrigues Fonseca, 215, Zé Garoto

- NACA (Niterói): (21 965211716)

Av. Ernani do Amaral Peixoto, 116 - sala 401 - Centro, Niterói

bottom of page