MMSG apoia marcha contra a violência obstétrica e pela retomada das obras do Hospital da Mãe em SG
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Ato público promovido pelo Fórum de Mulheres Negras de São Gonçalo denuncia o aumento da mortalidade materna e reivindica atendimento digno para gestantes da cidade

Arte: Divulgação
Um dos apoiadores da mobilização, o Movimento de Mulheres em São Gonçalo (MMSG) marcará presença, nesta quinta-feira (28/5), na marcha contra a violência obstétrica em São Gonçalo. O ato público será realizado em defesa da retomada das obras do Hospital da Mãe, no Colubandê, que seguem paralisadas há mais de uma década.
A caminhada, organizada pelo Fórum de Mulheres Negras de São Gonçalo, terá concentração às 15h, na Passarela do Coelho, de onde os manifestantes seguirão em direção ao prédio do Hospital da Mãe, símbolo da luta por atendimento digno e humanizado às gestantes gonçalenses.
Idealizado em 2013 para funcionar como uma maternidade de alta complexidade, com capacidade para realizar cerca de 800 partos e 10 mil consultas mensais, o Hospital da Mãe tornou-se um símbolo do abandono e do descaso com a saúde pública. As obras foram interrompidas após consumirem mais de R$ 10 milhões em recursos públicos, em meio a justificativas de falta de verbas, auditorias e investigações que travaram a continuidade do projeto.
Recentemente, a mobilização popular conquistou avanços importantes, como a aprovação de emendas orçamentárias ligadas à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), articuladas pelo mandato da deputada estadual Elika Takimoto, além de uma indicação simples solicitando ao Governo do Estado a retomada das obras.
'É um momento de evidenciar índices inaceitáveis'
De acordo com a vice-diretora do MMSG, Fátima Maria dos Santos, o dia 28 de maio também marca a luta nacional pelo combate à mortalidade materna.
“O dia 28 de maio é uma data que chama atenção para a mortalidade materna no Brasil. É um momento de evidenciar índices inaceitáveis e repensar a forma como as mulheres são atendidas para evitar mortes que poderiam ser evitadas”, destacou.
Segundo ela, o Estado do Rio de Janeiro ocupa atualmente uma posição alarmante nos indicadores nacionais de mortalidade materna.
“Hoje, o estado do Rio de Janeiro aparece como o segundo no ranking nacional de mortalidade materna. Em São Gonçalo, somente no último ano, foram notificadas 11 mortes maternas. Dessas, nove poderiam ter sido evitadas”, afirmou.
Fátima também ressaltou que muitas dessas mortes acontecem por falta de assistência adequada e ausência de estrutura pública para atendimento das gestantes.
“As mulheres continuam morrendo por falta de vaga, por assistência inadequada e pela ausência de políticas efetivas de cuidado. A realização do Hospital da Mãe depende de vontade política. Essa luta é pela vida das mulheres”, enfatizou.
Há 38 anos atuando na defesa dos direitos das mulheres, o MMSG reforça que seguirá mobilizado no enfrentamento à violência obstétrica e na luta por políticas públicas que garantam acolhimento, cuidado humanizado e acesso digno à saúde materna.
Rodas de conversa com gestantes e puérperas
Organizado pelo MMSG, a Projeto Rodas de conversa com gestantes e puérperas tem encontros quinzenais (Centro/Salgueiro) e consiste em atividades programadas e livres, tais como: participação em seminários, fóruns, palestras em universidades e comunidades, chás de bebê, conferências livres , manifestações públicas, controle social sobre os serviços e incentivo à participação das mulheres nas reuniões do Conselho de Defesa da Mulher.
MMSG- Rua Rodrigues da Fonseca, 201 - Zé Garoto/(21) 2606-5003 /(21) 98464-2179Rodas de conversa com gestantes e puérperasodas de conversa com gestantes e puérperas
