MMSG relembra os 15 anos da morte de Patrícia Acioli e reafirma luta contra a violência às mulheres
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Juíza, assassinada em 2011, tornou-se símbolo de coragem, Justiça e defesa dos direitos humanos em São Gonçalo
Por Charles Rodrigues

Foto: Divulgação/Acervo Família
O Movimento de Mulheres em São Gonçalo (MMSG) relembra, neste 11 de agosto, os 15 anos da morte da juíza Patrícia Acioli, uma mulher que marcou a história de São Gonçalo por sua atuação firme no enfrentamento à violência e na defesa dos direitos humanos. Para o MMSG, preservar sua memória é também reafirmar o compromisso permanente com a luta pelo fim de todas as formas de violência contra as mulheres.
Patrícia Acioli foi assassinada em 11 de agosto de 2011, na porta de sua casa, em Niterói, aos 47 anos. À época, era titular da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, onde construiu uma trajetória reconhecida pela coragem e pela determinação no enfrentamento à criminalidade e às violações de direitos.
Sua atuação tornou-se referência para diferentes setores da sociedade, especialmente para aqueles que defendem uma Justiça comprometida com a proteção das vítimas, a responsabilização dos autores de violência e a garantia dos direitos humanos.
Para o MMSG, a história de Patrícia Acioli dialoga diretamente com a luta histórica do movimento de mulheres em São Gonçalo. Ao longo de sua trajetória, a instituição tem atuado na prevenção e no enfrentamento às violências contra mulheres, crianças e adolescentes, na defesa de políticas públicas e no fortalecimento da rede de proteção.
“Relembrar Patrícia Acioli é reafirmar que o enfrentamento à violência contra as mulheres exige coragem, compromisso e uma rede de proteção fortalecida. Sua trajetória nos ensina que não podemos nos calar diante da violência e das injustiças. Manter sua memória viva é também fortalecer a luta por uma sociedade na qual todas as mulheres possam viver com dignidade, segurança e liberdade”, destaca a gestora do MMSG, Marisa Chaves.
'Seu legado ultrapassa a trajetória de uma magistrada'
Quinze anos depois de sua morte, Patrícia Acioli permanece presente na memória de São Gonçalo e de todos aqueles que defendem uma sociedade mais justa e igualitária.
"Seu legado ultrapassa a trajetória de uma magistrada: representa a importância de uma Justiça que não se omite diante da violência e que reconhece a proteção dos direitos humanos como um compromisso coletivo", acrescenta Chaves.
Neste aniversário de sua morte, o MMSG reafirma sua solidariedade à memória de Patrícia Acioli e seu compromisso histórico com o enfrentamento à violência contra as mulheres.
Patrícia Acioli não será esquecida. Sua memória permanece viva na luta por Justiça, direitos humanos e pelo fim da violência contra as mulheres.
Desde 1989, em defesa dos Direitos Humanos
MMSG é uma entidade da sociedade civil, que atua sem fins lucrativos, fundada há 37 anos (1989), cuja missão é enfrentar todas as formas de preconceitos e discriminações de gênero, raça/etnia, orientação sexual, credo, classe social e aspectos geracionais. A instituição trabalha em defesa dos direitos de crianças, adolescentes, jovens, mulheres e idosas, em especial, àquelas que são vítimas de diversas formas de violências, seja no âmbito doméstico ou extrafamiliar, ou que estejam vivendo com HIV/AIDS.
Além de ajuda internacional da ‘Brazil Foundation’ e a Fundação Rare Beauty, o MMSG recebe apoio das Prefeituras de São Gonçalo e Niterói, da Fundação para Infância e Adolescência (FIA), do Ministérios da Saúde e das Mulheres, CEDIM-RJ, CEDAE, da Fundação Banco do Brasil e da Petrobras, que já financiou 5 projetos, desde 2006, e atualmente, apoia o Projeto NEACA Tecendo Redes, com núcleos de atendimentos em São Gonçalo, Itaboraí e Duque de Caxias.
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