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Projeto João Pedro Vive encerra ciclo com seminário que celebra memória, cidadania e transformação social

7 de ago.
3 min de leitura

Iniciativa do Movimento de Mulheres em São Gonçalo, com apoio da CEDAE, apresentou os resultados de um ano de atividades desenvolvidas com crianças e adolescentes de Itaoca


Encontro em Itaoca reuniu moradores, técnicos da rede, educadores, estudantes e representantes de instituições parceiras

Foto: ASCOM/MMSG


O Projeto João Pedro Vive, realizado pelo Movimento de Mulheres em São Gonçalo (MMSG), com apoio da CEDAE, promoveu, na quarta-feira (5/8), o Seminário de Devolutiva à Comunidade, marcando o encerramento do ciclo 2025-2026. O encontro aconteceu na Escola Estadual Municipalizada Salgado Filho, em Itaoca, e reuniu moradores, profissionais da rede socioassistencial, educadores, estudantes e representantes de instituições parceiras.


Durante os últimos 12 meses, o projeto transformou a memória de João Pedro Matos Pinto, adolescente vítima da letalidade policial em 2020, em um instrumento de promoção dos direitos humanos, da cultura, da educação e da proteção social no território da Ilha de Itaoca, no Complexo do Salgueiro.


Ao longo desse período, foram realizadas mais de 100 atividades, entre oficinas de teatro, música e pedagogia, rodas de conversa com famílias, ações de assistência social, letramento racial e passeios culturais, fortalecendo vínculos comunitários e contribuindo para o desenvolvimento de crianças e adolescentes.


O seminário foi realizado na Sala de Leitura João Pedro e contou com a presença da diretora da Escola Estadual Municipalizada Salgado Filho, Viviane Teles; da diretora executiva do MMSG, Oscarina Siqueira; da gestora institucional Marisa Chaves; da assistente social Diná Serra; dos educadores sociais Júlia Fernandes e Áureo Müller; de representantes do CRAS Itaoca, do Programa Criança Feliz, da Associação de Moradores do Complexo do Salgueiro, além de professores, alunos dos 3º e 4º anos e integrantes da comunidade.


Diná Serra (E), Marisa Chaves, Viviane Teles, Oscarina Silva, Aureo Müller e Julia Fernandes na entrega da moção de aplausos

Foto: ASCOM /MMSG


Moção de Aplausos


Durante o encontro, a diretora Viviane Teles recebeu uma Moção de Aplausos em reconhecimento à parceria estabelecida entre a escola e o projeto. Ao final, crianças participantes fizeram perguntas à equipe, compartilharam suas experiências e manifestaram carinho pelas atividades desenvolvidas.


"Nosso desejo e dar continuidade a essa iniciativa. Sugerimos que uma futura edição seja construída em conjunto com os professores desde o início do planejamento pedagógico", destacou Teles.

'Combater todas as formas de violência, discriminação e racismo'


Encerrando o seminário, a gestora institucional do MMSG, Marisa Chaves, destacou o significado da iniciativa para a comunidade.

"O Projeto João Pedro Vive ressignifica uma história marcada pela dor, transformando-a em memória, cidadania e esperança. Nosso objetivo é promover o letramento racial, fortalecer a cultura de paz e combater todas as formas de violência, discriminação e racismo. Agradecemos o apoio da Escola Salgado Filho, o acolhimento dos alunos, dos professores e das famílias, que caminharam conosco durante todo esse processo", destacou Chaves.

Projeto que traz memória a João Pedro (Foto com o pai) reafirma compromisso do MMSG na defesa dos Direitos Humanos

Foto: ASCOM/MMSG


Um ano transformando dor em luta

Criado para manter viva a memória de João Pedro Matos Pinto, o projeto reafirma o compromisso do Movimento de Mulheres em São Gonçalo com a defesa dos direitos humanos, da infância e da adolescência.


Entre 2025 e 2026, o Projeto João Pedro Vive realizou mais de 100 atividades educativas e culturais, incluindo cerca de 45 oficinas de teatro, mais de 15 oficinas de música, aproximadamente 30 oficinas pedagógicas, cinco passeios culturais e diversas ações de arte criativa, assistência social e letramento racial, consolidando-se como uma importante iniciativa de fortalecimento comunitário na Ilha de Itaoca.


Desde 1989, em defesa dos Direitos Humanos


MMSG é uma entidade da sociedade civil, que atua sem fins lucrativos, fundada há 37 anos (1989), cuja missão é enfrentar todas as formas de preconceitos e discriminações de gênero, raça/etnia, orientação sexual, credo, classe social e aspectos geracionais. A instituição trabalha em defesa dos direitos de crianças, adolescentes, jovens, mulheres e idosas, em especial, àquelas que são vítimas de diversas formas de violências, seja no âmbito doméstico ou extrafamiliar, ou que estejam vivendo com HIV/AIDS.


Além de ajuda internacional da ‘Brazil Foundation’ e a Fundação Rare Beauty,  o MMSG recebe apoio das Prefeituras de São Gonçalo e Niterói, da Fundação para Infância e Adolescência (FIA), do Ministérios  da Saúde e das Mulheres, CEDIM-RJ, CEDAE, da Fundação Banco do Brasil e da Petrobras, que já financiou 5 projetos, desde 2006, e atualmente, apoia o Projeto NEACA Tecendo Redes, com núcleos de atendimentos em São Gonçalo, Itaboraí e Duque de Caxias.


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