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Seminário “Mulheridades” celebra 37 anos do MMSG e reforça luta por direitos

  • há 20 horas
  • 4 min de leitura

Evento na OAB/SG reuniu lideranças, autoridades e sociedade civil para debater feminismo, enfrentamento à violência e o legado de Nísia Floresta


Debate com autoridades e representantes institucionais sobre a luta pelos direitos da mulheres lotou o auditório da OAB/SG

Foto: ASCOM/MMSG   

O Movimento de Mulheres em São Gonçalo (MMSG) realizou, na quarta-feira (19), o Seminário Mulheridades: O Legado de Nísia Floresta, na sede da OAB São Gonçalo. A atividade integrou a programação comemorativa pelos 37 anos de atuação da instituição, referência na defesa dos direitos das mulheres na região.


O evento foi organizado pelos projetos Protagonismo de Mulheres Negras das Periferias de São Gonçalo e NEACA Tecendo Redes, reunindo cerca de 120 participantes, entre representantes de movimentos sociais, instituições públicas, coletivos e sociedade civil.


A proposta do seminário foi promover reflexão e diálogo sobre o enfrentamento à violência de gênero, o racismo estrutural e a importância da organização coletiva das mulheres, especialmente diante do aumento dos casos de feminicídio e outras violências no município.


Este ano, a perspectiva estratégica de luta do MMSG pelos direitos da mulheres faz referência a importância dos homens na prevenção às violências de gênero e no cuidado com a família.


Uma das organizadoras do evento e coordenadora técnica do projeto Protagonismo de Mulheres Negras das Periferias de São Gonçalo, Victória do Livramento, destacou a relevância da iniciativa.


“Estamos vivendo um cenário de intensificação da violência contra as mulheres. Por isso, criar espaços de debate, formação e união é fundamental. Um dos pontos centrais do evento foi o resgate da trajetória de Nísia Floresta, considerada pioneira do feminismo no Brasil", explicou Livramento.

Gestora do MMSG Marisa Chaves gravou uma mensagem ao público celebrando os 37 anos de luta da instituição em SG

Foto: ASCOM/MMSG


Em mensagem exibida durante o evento, a gestora do MMSG, Marisa Chaves, que precisou se ausentar por compromissos pessoais, celebrou os 37 anos da organização e reforçou seu compromisso social.

“Seguimos firmes na construção de uma sociedade mais justa, com respeito à diversidade e garantia dos direitos das mulheres, especialmente nas periferias”, declarou.

Schuma Schumaher ressaltou a importância da memória histórica na construção das lutas pelos direitos das mulheres

Foto: ASCOM/MMSG


Schuma Schumaher resgatou a trajetória da feminista Nísia Floresta


Um dos destaques da programação foi a participação da educadora, pesquisadora e ativista feminista Schuma Schumaher, que abordou o legado de Nísia Floresta, considerada uma das pioneiras do feminismo no Brasil. Em sua fala, Schuma ressaltou a importância da memória histórica na construção das lutas atuais.


“Foi necessário muito esforço coletivo ao longo da história para que hoje as mulheres sejam reconhecidas como cidadãs. Conhecer essa trajetória fortalece as estratégias do presente”, pontuou.

A educadora trouxe reflexões sobre a construção histórica dos direitos das mulheres:

“Quando olhamos para o passado, vemos que foi preciso muito esforço coletivo para que hoje possamos nos reconhecer como cidadãs.”

Schuma também alertou para os desafios contemporâneos como a violência.

“O patriarcado está reagindo. Ao mesmo tempo em que há mais visibilidade da violência, ainda enfrentamos resistências a uma sociedade baseada na igualdade para fortalecer a luta por direitos”, afirmou.

Carlos Minc foi referência à proposta do MMSG de mostrar importância dos homens na prevenção às violências de gênero

Foto: ASCOM/MMSG


Participação de autoridades e representantes institucionais


A programação também contou com a participação de autoridades e representantes institucionais, como a presidente da OAB São Gonçalo, Andréa Pereira, que destacou a importância da representatividade feminina nos espaços de poder.

“Fui encorajada por outras mulheres a ocupar espaços de poder — e hoje seguimos abrindo caminhos”, disse Pereira.

Já a delegada titular da DEAM de São Gonçalo, Ana Carla Nepomuceno, reforçou a importância da denúncia e do acesso às medidas protetivas como instrumentos de proteção às mulheres


“A medida protetiva salva vidas. Denunciar é fundamental”, ressaltou a delegada.

O deputado estadual Carlos Minc exaltou o trabalho do MMSG e falou sobre o orgulho de, como homem, estar em espaços onde é minoria lutando pelos direitos das mulheres, contra o racismo e a favor da inclusão de gênero.


"Tenho muito orgulho de estar aqui com o Movimento de Mulheres em São Gonçalo. Eu já estou acostumado a estar em espaços onde sou minoria — e isso é muito importante. No meu gabinete, por exemplo, 70% são mulheres. Eu aprendo muito com isso. Também participo de debates sobre direitos LGBT, combate ao racismo e outras pautas fundamentais, sempre ouvindo e apoiando essas lutas", destacou Minc.

A mesa de debate também contou com as presenças da diretora exexutiva do MMSG, Oscarina Siqueira, da diretora Fátima Cidade, além da representante do Fórum de Mulheres Negras de São Gonçalo, Avanir Carvalho Pontes e da psicóloga e integrante do Projeto Vozes Periféricas Patrícia Muniz.



MC Medusa levantou a plateia com uma poesia sobre a luta contra a violência às mulheres declamada em ritmo de hip hop

Foto: ASCOM/MMSG


Gabriela Alves Gomes, A MC Medusa, emociou o público


Finalizando o evento, a participação da MC Gabriela Alves Gomes (a MC Medusa) emocionou o público. A artista fez uma participação especial declamando uma poesia em ritmo de hip hop relatando sua experiência como vítima de abuso e violência doméstica. Gabriela conclamou as mulheres à luta contra o machismo e a misoginia.


"Sou uma vítima da violência e perdi minha irmã em um feminicídio. Fui vítima de um abuso e, muitas das vezes, achei que a culpa era minha. Aprendi que a poesia me escolheu. Jamais vou me calar. Ei poeta, abre o coração. Seguimos na luta contra o machismo e as violências às mulheres", cantou Gabriela.

Além das mesas de debate, o seminário promoveu momentos culturais e interação com o público, reafirmando o papel do Movimento de Mulheres em São Gonçalo como articulador de ações de promoção de direitos, cidadania e enfrentamento às desigualdades.


A cerimônia foi mediada pela assistente social Luciana Vasconcellos e a organização estratégica do evento teve a participação da articuladora de redes Márcia Natalina. Após o tradicional 'parabéns' ao MMSG, foi servido um coquetel, teve distribuição de bolo e sorteio de brindes para os participantes.


O evento contou com o apoio de diversas instituições, entre elas a OAB São Gonçalo, Petrobras, Fundação Banco do Brasil, Instituto Profarma, CEDAE, além de parcerias com órgãos públicos e lideranças políticas.


Com atuação em São Gonçalo, Niterói, Itaboraí e Duque de Caxias, o MMSG desenvolve projetos voltados à promoção dos direitos humanos, com foco no atendimento a mulheres, crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social.



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