top of page

FIQUE POR DENTRO DAS

NOVIDADES

Sem racismo na avenida. Respeito é regra!

  • há 52 minutos
  • 3 min de leitura

No Carnaval da Proteção, MMSG reforça que combater o racismo é compromisso coletivo e permanente


Por Charles Rodrigues

Arte: ASCOM/NEACA TR/Lucas Ramon


O Carnaval é tempo de alegria, diversidade e celebração da cultura brasileira. Mas também é momento de reafirmar direitos e enfrentar desigualdades históricas. Com o tema “Sem racismo na avenida. Respeito é regra!”, o Projeto NEACA Tecendo Redes, realizado pelo Movimento de Mulheres em São Gonçalo (MMSG), com a parceria da Petrobras, integra a pauta antirracista à programação do Carnaval da Proteção, destacando que não há festa possível onde há discriminação.


O racismo é crime no Brasil, conforme a Lei nº 7.716/89, e constitui violação grave de direitos humanos. Mesmo assim, pessoas negras seguem sendo as principais vítimas de violência, exclusão social, desigualdade de renda e abordagens discriminatórias. Durante grandes eventos populares, como o Carnaval, situações de racismo recreativo, injúria racial e discriminação podem se intensificar, muitas vezes disfarçadas de “brincadeira”.


Para o MMSG, combater o racismo é uma responsabilidade coletiva. Não basta não praticar: é preciso se posicionar, denunciar e apoiar quem sofre discriminação. O respeito deve ser regra em todos os espaços — inclusive na avenida.


Racismo não é fantasia, é crime


A campanha reforça que atitudes racistas, comentários preconceituosos, estereótipos ou qualquer forma de discriminação racial não podem ser naturalizados. O Carnaval é expressão da cultura negra brasileira, marcada pela resistência, pela ancestralidade e pela potência criativa das comunidades periféricas e quilombolas. Desrespeitar essa história é perpetuar violências estruturais.


O MMSG orienta que casos de racismo e injúria racial sejam denunciados. As vítimas podem procurar:

  • Disque 190 – em caso de flagrante ou situação emergencial;

  • Delegacia de Polícia ou Delegacia Especializada em Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (DECRADI);

  • Disque 100 – para violações de direitos humanos;

  • E se sofrer ou presenciar qualquer forma de discriminação, injúria racial, violências, e uso de fantasias racistas, denuncie à Ouvidoria do MIR: ouvidoria@igualdaderacial.gov.br


Denunciar é um ato de coragem e também de proteção coletiva.


Carnaval com direitos, igualdade e justiça


O Carnaval da Prevenção, realizado pelo MMSG com apoio de parceiros institucionais, reafirma que a luta contra o racismo está diretamente ligada ao enfrentamento das violências de gênero, à promoção da igualdade racial e à defesa dos direitos das mulheres negras, que historicamente ocupam a base das desigualdades sociais no país.


 'Celebração da ancestralidade e resistência negra'


Para a psicóloga Patrícia Muniz (Técnica do Projeto Vozes Periféricas/MMSG), o carnaval é essencialmente uma celebração da ancestralidade e resistência negra. Ainda segundo Muniz, é importante que esse momento de alegria e festejos seja vivenciados de maneira democrática e consciente, sem a propagação de qualquer forma de discriminação.

"O Carnaval é o momento, sobretudo, de valorização da cultura negra. Então, evitem fantasias que ridicularizem culturas e religiões, e tenham a consciência de que blackface (pintar o rosto de preto), perucas de cabelo crespo e afro, personagens que associam o negro à transtornos mentais e/ou aos animais, dentre outros, não são fantasias. Portanto, precisamos vivenciar essa festa de maneira democrática e consciente ", ressalta Patrícia.

Desde 1989, em defesa dos Direitos Humanos


O MMSG é entidade da sociedade civil, que atua sem fins lucrativos, fundada há 36 anos (1989), cuja missão é enfrentar todas as formas de preconceitos e discriminações de gênero, raça/etnia, orientação sexual, credo, classe social e aspectos geracionais. A instituição trabalha em defesa dos direitos de crianças, adolescentes, jovens, mulheres e idosas, em especial, àquelas que são vítimas de diversas formas de violências, seja no âmbito doméstico ou extrafamiliar, ou que estejam vivendo com HIV/AIDS.


Além de ajuda internacional da ‘Brazil Foundation’ e a Fundação Rare Beauty,  o MMSG recebe apoio das Prefeituras de São Gonçalo e Niterói, da Fundação para Infância e Adolescência (FIA), do Ministérios  da Saúde e das Mulheres, CEDIM-RJ, Instituto Profarma, CEDAE e da Petrobras, que já financiou 5 projetos, desde 2006, e atualmente, apoia o Projeto NEACA Tecendo Redes, com núcleos de atendimentos em São Gonçalo, Itaboraí e Duque de Caxias.


Em caso de ajuda, o MMSG disponibiliza seus serviços, de segunda à sexta-feira, das 9h às 17hs, no endereço abaixo:



SG (SG) - Rua Rodrigues Fonseca, 201, Zé Garoto. (2606-5003/21 98464-2179)





 
 
 
Ativo 2.png
  • Ativo 13

(21) 2606-5003 /(21) 98464-2179

  • Ativo 12

Movimento de Mulheres em São Gonçalo
Rua Rodrigues da Fonseca, 201 - Zé Garoto

- NEACA Itaboraí: (21 98900-4246 | 96521-4888)

Rua Antônio Pinto, 277 - Nova Cidade

- NEACA Duque de Caxias: (21 96750-3095)

Rua General Venâncio Flores, 518, Jardim 25 de Agosto

- NEACA Primeira Infância (SG): (21 96750-1595)

Rua Rodrigues Fonseca, 313, Zé Garoto


- NACA (SG): (21 2606-5003 | 21 989004217)

Rua Rodrigues Fonseca, 215, Zé Garoto

- NACA (Niterói): (21 965211716)

Av. Ernani do Amaral Peixoto, 116 - sala 401 - Centro, Niterói

bottom of page