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MMSG repudia tentativa de feminicídio contra jovem em São Gonçalo e cobra políticas de proteção às mulheres

  • charodri
  • há 7 horas
  • 3 min de leitura

Estudante de 20 anos foi esfaqueada dentro de casa após rejeitar investidas do agressor; instituição cobra justiça e políticas públicas efetivas


Arte: ASCOM/MMSG


O Movimento de Mulheres em São Gonçalo (MMSG) manifesta repúdio à brutal tentativa de feminicídio sofrida pela estudante Alana Anisio Rosa, de 20 anos, esfaqueada dentro da própria residência, na noite da última sexta-feira (6), no bairro Galo Branco, em São Gonçalo (RJ). A jovem permanece internada em estado grave, entubada, no CTI de um hospital particular.


Para a diretora executiva do MMSG, Oscarina Siqueira, o crime evidencia a violência estrutural que atinge mulheres no Brasil e reforça a urgência de ações articuladas entre Estado e sociedade civil.


"O MMSG vem atuando há 36 anos na defesa e garantia dos direitos das mulheres e vamos continuar lutando para o fortalecimento das ações em São Gonçalo. Estamos diante de uma tentativa de feminicídio motivada pela não aceitação da autonomia de uma mulher sobre sua própria vida. Foi uma covardia. Alana foi perseguida, teve seus limites desrespeitados e quase foi morta por dizer não. Isso não é um caso isolado, é o reflexo de uma cultura que naturaliza o controle, a obsessão e a violência contra as mulheres", ressaltou a diretora.

A coordenadora técnica do Projeto Protagonismo de Mulheres Negras das Periferias de São Gonçalo, assistente social Victória do Livramento, destacou que o MMSG apoia o anúncio do Pacto Nacional de Combate aos Feminicídios, ressaltando que a iniciativa precisa sair do papel e se concretizar em políticas públicas efetivas nos territórios.


“Sabemos que no Brasil estamos atingindo número recorde de feminicídio. Infelizmente, atingimos a marca de 4 mortes por dia. O anúncio do Pacto Nacional é um passo importante, mas ele precisa se materializar em investimento contínuo, fortalecimento da rede de atendimento, proteção às mulheres ameaçadas, responsabilização dos agressores e ações preventivas. Sem políticas públicas integradas, continuaremos contabilizando vidas interrompidas de jovens”, pondera a assistente social.

O caso


Alana foi atacada por Luiz Felipe Sampaio, que, segundo a família, a perseguia há meses e não aceitava ter suas investidas rejeitadas. Os dois se conheciam por frequentarem a mesma academia, mas nunca mantiveram qualquer tipo de relacionamento.


De acordo com relatos, o agressor invadiu a residência pulando o muro logo após a jovem retornar da academia. A mãe da estudante, Jaderluce Anisio de Oliveira, chegou em casa antes do horário habitual e encontrou a filha sendo violentamente agredida.


“Se eu não chego em casa, ele tinha matado minha filha. Quando cheguei, ele ainda estava em cima dela desferindo vários golpes. Eu consegui tirar ele de cima dela e saí pedindo socorro”, relatou a mãe à imprensa. .

Além das facadas, Alana teve a cabeça batida contra móveis da casa e sofreu múltiplos ferimentos no rosto, pescoço, braços e mãos. Amigos afirmam que a jovem já havia relatado medo do agressor e que ele vinha rondando a residência dias antes do ataque.


O suspeito foi detido em flagrante por policiais do 1º BPM (Venda da Cruz) e encaminhado à 73ª DP (Neves). Segundo a Polícia Civil, ele foi autuado por tentativa de feminicídio. O caso segue sob investigação.


Solidariedade, prevenção e cobrança por justiça


O MMSG reafirma solidariedade à vítima e à família e defende que o enfrentamento aos feminicídios exige ações permanentes.


“Dizer não é um direito. Viver sem medo é um direito. O combate aos feminicídios passa por educação, prevenção, acolhimento psicológico e uma rede de proteção fortalecida. O Pacto Nacional precisa dialogar com a realidade das mulheres nos territórios”, concluiu a diretora Oscarina Siqueira.

Gestora do MMSG Marisa Chaves (c/megafone) falou em repúdio aos feminicídios durante manifestação em Alcântara (SG)

Foto: ASCOM/MMSG


Desde 1989, em defesa dos Direitos Humanos


O MMSG é entidade da sociedade civil, que atua sem fins lucrativos, fundada há 36 anos (1989), cuja missão é enfrentar todas as formas de preconceitos e discriminações de gênero, raça/etnia, orientação sexual, credo, classe social e aspectos geracionais. A instituição trabalha em defesa dos direitos de crianças, adolescentes, jovens, mulheres e idosas, em especial, àquelas que são vítimas de diversas formas de violências, seja no âmbito doméstico ou extrafamiliar, ou que estejam vivendo com HIV/AIDS.


Além de ajuda internacional da ‘Brazil Foundation’ e a Fundação Rare Beauty,  o MMSG recebe apoio das Prefeituras de São Gonçalo e Niterói, da Fundação para Infância e Adolescência (FIA), do Ministérios  da Saúde e das Mulheres, CEDIM-RJ, Instituto Profarma, CEDAE e da Petrobras, que já financiou 5 projetos, desde 2006, e atualmente, apoia o Projeto NEACA Tecendo Redes, com núcleos de atendimentos em São Gonçalo, Itaboraí e Duque de Caxias.


Em caso de ajuda, o MMSG disponibiliza seus serviços, de segunda à sexta-feira, das 9h às 17hs, no endereço abaixo:



SG (SG) - Rua Rodrigues Fonseca, 201, Zé Garoto. (2606-5003/21 98464-2179)


 
 
 
Ativo 2.png
  • Ativo 13

(21) 2606-5003 /(21) 98464-2179

  • Ativo 12

Movimento de Mulheres em São Gonçalo
Rua Rodrigues da Fonseca, 201 - Zé Garoto

- NEACA Itaboraí: (21 98900-4246 | 96521-4888)

Rua Antônio Pinto, 277 - Nova Cidade

- NEACA Duque de Caxias: (21 96750-3095)

Rua General Venâncio Flores, 518, Jardim 25 de Agosto

- NEACA Primeira Infância (SG): (21 96750-1595)

Rua Rodrigues Fonseca, 313, Zé Garoto


- NACA (SG): (21 2606-5003 | 21 989004217)

Rua Rodrigues Fonseca, 215, Zé Garoto

- NACA (Niterói): (21 965211716)

Av. Ernani do Amaral Peixoto, 116 - sala 401 - Centro, Niterói

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