MMSG repudia feminicídio de Ana Carla e reforça luta pela vida das mulheres em São Gonçalo
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Entidade manifesta solidariedade à família da vítima e cobra das autortidades públicas a necessidade de fortalecer a rede de enfrentamento à violência de gênero em São Gonçalo

Foto: ASCOM/MMSG
O Movimento de Mulheres em São Gonçalo (MMSG) manifesta profundo pesar e indignação diante do assassinato de Ana Carla da Silva Gadelha, de 38 anos, ocorrido no último sábado (13), no Jardim Catarina, em São Gonçalo. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
O assassinato ocorreu na Rua Vitor Prestes, próximo ao trabalho da vítima, e foi presenciado pelos dois filhos pequenos do casal, de 5 e 7 anos. De acordo com a imprensa, a vítima e o suspeito tiveram um relacionamento de 13 anos e estavam separados há cerca de dois anos. Segundo testemunhas e relatos de vizinhos, o homem não aceitava o fim do relacionamento. O ex-companheiro continua foragido.
O MMSG se solidariza com os familiares e amigos da vítima e destaca a urgência do fortalecimento das políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres.
Para a gestora do MMSG, Marisa Chaves, o crime reforça a necessidade de ampliar a proteção às mulheres em situação de violência.
"É inaceitável que mulheres continuem tendo suas vidas interrompidas pela violência de gênero. O feminicídio é a expressão mais extrema do machismo e exige respostas efetivas do poder público e da sociedade. Precisamos fortalecer a rede de proteção, ampliar o acolhimento e garantir que as mulheres tenham acesso à informação, apoio e segurança", afirmou.
O MMSG ressalta que São Gonçalo registrou recentemente outros casos de feminicídio e reafirma seu compromisso histórico com a defesa dos direitos das mulheres e a construção de uma sociedade livre da violência de gênero.
Nenhuma mulher a menos.
Desde 1989, em defesa dos Direitos Humanos
MMSG é uma entidade da sociedade civil, que atua sem fins lucrativos, fundada há 37 anos (1989), cuja missão é enfrentar todas as formas de preconceitos e discriminações de gênero, raça/etnia, orientação sexual, credo, classe social e aspectos geracionais. A instituição trabalha em defesa dos direitos de crianças, adolescentes, jovens, mulheres e idosas, em especial, àquelas que são vítimas de diversas formas de violências, seja no âmbito doméstico ou extrafamiliar, ou que estejam vivendo com HIV/AIDS.
Além de ajuda internacional da ‘Brazil Foundation’ e a Fundação Rare Beauty, o MMSG recebe apoio das Prefeituras de São Gonçalo e Niterói, da Fundação para Infância e Adolescência (FIA), do Ministérios da Saúde e das Mulheres, CEDIM-RJ, Instituto Profarma, CEDAE, da Fundação Banco do Brasil e da Petrobras, que já financiou 5 projetos, desde 2006, e atualmente, apoia o Projeto NEACA Tecendo Redes, com núcleos de atendimentos em São Gonçalo, Itaboraí e Duque de Caxias.
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