MMSG e Microcamp promovem curso de informática para crianças, adolescentes e mulheres
- há 18 horas
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Parceria oferece capacitação em Pacote Office e busca ampliar o acesso à tecnologia, fortalecer a qualificação profissional e preparar participantes para os desafios do mercado de trabalho

Proposta é garantir que os participantes tenham contato com conhecimentos básicos e fundamentais do Pacote Office
Foto: Divulgação
O Movimento de Mulheres em São Gonçalo (MMSG), em parceria com a Microcamp, iniciou um curso de informática voltado para crianças, adolescentes e mulheres integrantes de seus projetos. A iniciativa tem como objetivo ampliar o acesso à tecnologia e oferecer conhecimentos essenciais para os estudos, o empreendedorismo e a inserção no mercado de trabalho.
A formação será realizada para quatro turmas: uma composta por adolescentes do Projeto Recria Salgueiro, outra por mulheres adultas do Projeto Vozes Periféricas e duas turmas de crianças e adolescentes do Recria Centro. Cada turma terá aulas com duração de duas horas, totalizando 16 horas de formação por curso.
Segundo a gestora do MMSG, Marisa Chaves, a proposta é garantir que os participantes tenham contato com conhecimentos básicos e fundamentais do Pacote Office, incluindo ferramentas que podem ser utilizadas tanto no cotidiano quanto na vida profissional.
“Esperamos que, ao final, eles consigam entender o que é o mais essencial dentro do Pacote Office. Estarão habilitados em todas as possibilidades do Office, sobretudo para fazer um bom currículo, acessar as redes sociais, salvar arquivos, pastas e trabalhar com planilhas”, explica Chaves.
Tecnologia também é ferramenta de inclusão
Para a gestora da Microcamp Alcântara, Marcelle Aquino, a parceria com o MMSG representa uma oportunidade de unir qualificação profissional e transformação social.
“Quando você qualifica uma pessoa, você está qualificando uma família. Não estamos levando apenas uma certificação, mas trabalhando também a perspectiva de futuro dessas pessoas”, ressalta Aquino.
Marcelle destaca ainda que o acesso à tecnologia precisa ser acompanhado de conhecimento e preparação. Para ela, embora crianças e adolescentes tenham grande familiaridade com celulares e redes sociais, isso não significa necessariamente que dominem ferramentas utilizadas no ambiente profissional.
“O celular é só mais uma ferramenta. Hoje, o Pacote Office, com Word, Excel, planilhas e PowerPoint, é fundamental não apenas para o mercado de trabalho, mas também para os estudos e para o empreendedorismo”, reitera.
Uso da inteligência artificial exige conhecimento
A formação também deverá abordar, ainda que de maneira introdutória, a Inteligência Artificial (IA). A proposta é apresentar a tecnologia como uma ferramenta de apoio, e não como substituta do conhecimento humano.
Marcelle ressalta que a tecnologia pode ampliar possibilidades, mas que a qualificação continua sendo indispensável diante das transformações no mercado de trabalho.
“A tecnologia não vem para engolir ninguém ou para substituir ninguém. Ela vem como uma ferramenta de utilização. Se a gente não estiver qualificado e preparado, teremos empresas com vagas disponíveis e falta de mão de obra preparada.”
Compreensão das ferramentas básicas
O coordenador pedagógico Luiz Paulo de Araújo, que será responsável pelas aulas, explica que um dos desafios atuais é justamente fazer com que os jovens compreendam os fundamentos das ferramentas que utilizam diariamente.
“A IA é um facilitador muito grande para uma pessoa que não entende o fundamento. Ela faz um pedido e aquilo é realizado de forma instantânea, sem que a pessoa tenha necessariamente uma ideia do que aconteceu por trás. Contudo, nossa proposta é estimular o aprendizado prático e o entendimento dos processos" , explica .

Durante o curso no MMSG, crianças, adolescentes, jovens e mulheres terão aulas introdutárias sobre Inteligência Artificial
Foto: Divulgação
Inclusão digital como necessidade
Durante a entrevista, os profissionais também destacaram que a chamada inclusão digital não deve ser compreendida apenas como o acesso a celulares ou à internet. É necessário dominar ferramentas que fazem parte da rotina profissional, educacional e social.
“A tecnologia sempre esteve ali. O que aconteceu foi que o computador evoluiu, vieram novas tecnologias e as mesmas pessoas que não tiveram interesse ou acesso acumularam a falta de conhecimento", analisa Luiz Paulo.
A parceria entre MMSG e Microcamp busca, justamente, contribuir para reduzir essas barreiras, oferecendo aos participantes conhecimentos que podem ser aplicados em diferentes áreas da vida. A iniciativa reforça o compromisso com a formação, a autonomia e a ampliação de oportunidades para crianças, adolescentes e mulheres atendidos por seus projetos.
Desde 1989, em defesa dos Direitos Humanos
MMSG é uma entidade da sociedade civil, que atua sem fins lucrativos, fundada há 37 anos (1989), cuja missão é enfrentar todas as formas de preconceitos e discriminações de gênero, raça/etnia, orientação sexual, credo, classe social e aspectos geracionais. A instituição trabalha em defesa dos direitos de crianças, adolescentes, jovens, mulheres e idosas, em especial, àquelas que são vítimas de diversas formas de violências, seja no âmbito doméstico ou extrafamiliar, ou que estejam vivendo com HIV/AIDS.
Além de ajuda internacional da ‘Brazil Foundation’ e a Fundação Rare Beauty, o MMSG recebe apoio das Prefeituras de São Gonçalo e Niterói, da Fundação para Infância e Adolescência (FIA), do Ministérios da Saúde e das Mulheres, CEDIM-RJ, CEDAE, da Fundação Banco do Brasil e da Petrobras, que já financiou 5 projetos, desde 2006, e atualmente, apoia o Projeto NEACA Tecendo Redes, com núcleos de atendimentos em São Gonçalo, Itaboraí e Duque de Caxias.
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