Associadas do MMSG elegem nova diretoria para o mandato 2026-2031
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Chapa "Inclusão e Diversidade" reafirma compromisso com os direitos das mulheres, a participação social, a cultura e a proteção de crianças e adolescentes

Integrantes da chapa vencedora (em pé) e da comissão eleitoral (sentadas) após a contagem dos votos na sede do MMSG
Foto: ASCOM/MMSG
A chapa "Inclusão e Diversidade" foi a vencedora da eleição realizada, nesta terça-feira (09/06), para compor a nova diretoria do Movimento de Mulheres em São Gonçalo (MMSG) no período de 2026 a 2031.
O processo eleitoral reuniu 75 associadas de diferentes gerações, reafirmando o compromisso democrático, a participação social e o fortalecimento da organização ao longo de seus mais de 37 anos de atuação.
De acordo com a comissão eleitoral, o pleito registrou 75 votos, sendo 73 para chapa única "Inclusão e Diversidade", um voto "não" e um voto em branco. A chapa vencedora apresentou uma plataforma política pautada na defesa dos direitos humanos, no enfrentamento às violências, na promoção da igualdade, no respeito à diversidade e no fortalecimento da participação social.
Ao fim da votação, a fundadora e associada do MMSG, Marisa Chaves, agradeceu à comissão eleitoral, a todos participantes do pleito e destacou que o nome da chapa representa a trajetória histórica da entidade.
"Foi um sucesso essa eleição. Agradecemos à comissão eleitoral e a todos que trabalharam para realização desse pleito. Escolhemos o nome Inclusão e Diversidade porque ele representa nossas lutas históricas pelo respeito a todas as formas de ser e existir. Quanto mais diversidade, inclusão e respeito à singularidade de cada pessoa, melhor nos tornamos enquanto sociedade", afirmou.

Educadora Valdeci Freitas (E) e a gestora do MMSG Marisa Chaves (D) participaram do pleito na sede do MMSG no Zé Garoto
Foto:ASCOM/MMSG
Associadas históricas da instituição
A eleição também foi marcada pela presença de associadas históricas da instituição. Aos 92 anos, a escritora Diná Batista, considerada a associada mais antiga do Movimento de Mulheres, ressaltou a importância da continuidade do trabalho desenvolvido pela organização.
"Quem ficar, ótimo. A gente abraça, porque gostamos de todos e todas têm capacidade para isso. O importante é que o Movimento de Mulheres tem ajudado muita gente. Nós acompanhamos todos esses anos e vemos que o movimento andou, não paralisou. Isso é muito importante", declarou.

A eleição também foi marcada pela presença de associadas históricas da instituição em seus 37 anos de luta e história
Foto;ASCOM/MMSG
Propostas, campanhas socioeducativas e culturais
Entre as principais propostas da chapa estão o fortalecimento das ações voltadas aos direitos sexuais e reprodutivos, a ampliação da incidência política por meio da participação em conselhos, fóruns e conferências, além da realização de campanhas socioeducativas e da formação continuada de lideranças e profissionais sobre os marcos legais de proteção de direitos.
"A cultura aparece como uma das prioridades da nova gestão, entendida como instrumento de transformação social e aproximação da juventude. A plataforma prevê investimentos em atividades ligadas à dança, teatro, poesia, música, hip-hop e outras expressões artísticas", explica Marisa Chaves.
Relevância do processo eleitoral
A candidata à diretoria e atual diretora executiva do MMSG, Oscarina Siqueira, destacou a relevância do processo eleitoral para a vida institucional da organização.
"A eleição envolve toda a casa, associadas e funcionários. É muito importante que uma organização da sociedade civil mantenha esse processo democrático de escolha de sua diretoria. São pessoas que estarão à frente da instituição pelos próximos cinco anos, desenvolvendo projetos e enfrentando novos desafios", afirmou.
Entre as propostas destacadas por Oscarina está o fortalecimento das ações socioambientais.
"Uma das propostas que considero fundamentais é a ampliação das iniciativas ligadas ao meio ambiente, com hortas comunitárias, reciclagem e atividades de educação ambiental. São ações que já realizamos e que queremos fortalecer ainda mais por meio de comissões e de uma organização mais estruturada", explicou.
Renovação, responsabilidade e continuidade
A primeira associada a registrar seu voto foi Alba Valéria dos Santos, integrante do Conselho Fiscal do MMSG. Para ela, o momento representa renovação, responsabilidade e continuidade do compromisso coletivo da entidade.
"Cada eleição é um marco para o Movimento de Mulheres. Mesmo com a continuidade do trabalho, novos desafios surgem, novas associadas chegam e novas perspectivas são construídas. É uma grande responsabilidade e também uma honra fazer parte dessa diretoria. Temos sempre o apoio e a colaboração das associadas, e todos estão de parabéns", destacou.

Reeleita diretora executiva, Oscarina Siqueira (E), marcou presença na manifestação pela retomada das obras do hospital
Foto:ASCOM/MMSG
Retomada das obras do Hospital da Mãe
Outro compromisso assumido pela chapa é intensificar a luta pela retomada das obras do Hospital da Mãe, no Colubandê (foto acima), além de ampliar e descentralizar os serviços especializados de atendimento às mulheres, crianças e adolescentes em situação de violência. A proposta também prevê o fortalecimento da rede de garantia de direitos e a defesa da ampliação dos equipamentos públicos de proteção social.
Inclusão e participação
Demonstrando coerência com os princípios da inclusão e da participação, a Comissão Eleitoral garantiu o direito ao voto de associadas acamadas ou com dificuldades de locomoção, realizando visitas domiciliares para assegurar que todas pudessem exercer seu direito democrático.
A Comissão Eleitoral foi composta por Thaís Passos, presidenta da Associação Amigo do Serpa; Letícia da Hora, presidenta da Associação Mulheres da Parada; e Sônia Ferreira, associada histórica do Movimento de Mulheres.
Após a apuração dos votos e a homologação do resultado, a posse da nova diretoria acontecerá no dia 15 de junho, às 9h30, no auditório da OAB de São Gonçalo. Em seguida, será realizado o registro oficial da ata de posse, formalizando o início do mandato 2026-2031.
Desde 1989, em defesa dos Direitos Humanos
MMSG é uma entidade da sociedade civil, que atua sem fins lucrativos, fundada há 37 anos (1989), cuja missão é enfrentar todas as formas de preconceitos e discriminações de gênero, raça/etnia, orientação sexual, credo, classe social e aspectos geracionais. A instituição trabalha em defesa dos direitos de crianças, adolescentes, jovens, mulheres e idosas, em especial, àquelas que são vítimas de diversas formas de violências, seja no âmbito doméstico ou extrafamiliar, ou que estejam vivendo com HIV/AIDS.
Além de ajuda internacional da ‘Brazil Foundation’ e a Fundação Rare Beauty, o MMSG recebe apoio das Prefeituras de São Gonçalo e Niterói, da Fundação para Infância e Adolescência (FIA), do Ministérios da Saúde e das Mulheres, CEDIM-RJ, Instituto Profarma, CEDAE, da Fundação Banco do Brasil e da Petrobras, que já financiou 5 projetos, desde 2006, e atualmente, apoia o Projeto NEACA Tecendo Redes, com núcleos de atendimentos em São Gonçalo, Itaboraí e Duque de Caxias.
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