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Nota de indignação

Estamos estarrecidas face a denúncia de estupros cometidos pelo médico anestesista Giovani Quintella Bezerra no Hospital da Mulher Heloneida Studart, São João de Meriti, nesse último final de semana. Falamos de estupros no plural pelo fato dele ter cometido crimes sexuais, violências obstétricas e institucionais contra várias mulheres.


Sabemos que os profissionais de saúde são formados para o exercício do cuidado em relação ao outro, porém tal médico se aproveitou de sua função para cometer atrocidades em um momento tão especial e aguardado que é o nascimento de um novo ser humano. Tal monstro se aproveitou da situação de vulnerabilidade das mulheres para obter prazer; extrapolando, assim, o exercício de sua função de médico.


Reduziu as mulheres à mercadoria e obteve satisfação de sua lascívia em um momento em que a mulher estava totalmente vulnerável. De forma consciente e deliberada ele aumentou a dosagem de anestésicos durante as cirurgias de cesáreas, fazendo com que as mulheres não apresentassem defesa e nem resistência. O momento do parto que deveria representar amor e alegria transformou-se em um corolário de violências, revelando o quanto está atual e presente a cultura do estupro.


A sociedade brasileira está perplexa, pois tal violência permitiu que fizéssemos uma dura leitura de realidade, exigindo de todas as mulheres e homens, um posicionamento firme contrário à barbárie traduzida numa ação que foi deliberada e consciente.


Agradecemos à equipe de enfermagem do hospital, pois romperam com o silêncio na medida em que zelaram pela segurança e bem estar das mulheres atendidas nessa unidade de saúde.


Clamamos por uma investigação competente, bem como solicitamos abertura de processo ético junto ao CREMERJ, afinal esse monstro desonra os profissionais de saúde que atuam diuturnamente para salvar vidas ao invés de destruí-las.


Não iremos ficar caladas, pois a incitação ao ódio e a intolerância contra nós mulheres está virando algo endêmico que precisa ser combatido.


É urgente irmos às ruas para exigir justiça e condenação para que outros homens aprendam que atos como esse não ficarão impunes no estado do Rio de Janeiro e no Brasil.


Tais fatos revelam a misoginia e o sexismo, tão presentes na cultura do estupro que insiste em se renovar com novos requintes de crueldade.


Nem uma a menos ! Vamos dizer NÃO à violência obstétrica e institucional.


Exigimos respeito aos nossos corpos. Parem de nos tratar como mercadorias, parem de nos matar !

Você, mulher, caso esteja precisando de ajuda, nos procure e acompanhe o Movimento de Mulheres nas redes sociais.


Contatos: Tel (21) 98464-2179 (whatsapp) e (21) 2606-5003

Saudações feministas,

Marisa Chaves – Gestora de Projeto do Movimento de Mulheres em São Gonçalo

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