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Movimento de Mulheres em São Gonçalo recebe ‘visita’ da Petrobras

Equipe de fiscalização da área de responsabilidade social da empresa conheceu os projetos, as dependências das sedes e a dinâmica de atendimentos da instituição em SG e Itaboraí


Fiscal Marcello Brandão conversa com uma das crianças durante atividade pedagógica realizada na sede do NEACA (SG)

Foto: Divulgação/Ascom NEACA Tecendo Redes


Integrantes da equipe de fiscalização da área de Responsabilidade Social da Petrobras visitaram, na segunda-feira (15), em dois períodos (manhã e tarde), as dependências das sedes do Movimento de Mulheres em São Gonçalo e Itaboraí (MMSG). Os representantes da estatal conheceram os diversos projetos, acompanharam a dinâmica dos atendimentos e conversaram com integrantes do corpo técnico da entidade formado por assistentes sociais, psicólogos, pedagogos, educadores e advogados.


A visita foi mediada pela gestora do MMSG, Marisa Chaves, que, com apoio de coordenadores dos projetos, apresentou aos fiscais os pormenores das ações institucionais e dos processos de triagens, voltados, sobretudo, ao acolhimento de mulheres, crianças e adolescentes vítimas de violências domésticas e sexuais. Em 2024, a Petrobras selou nova parceria com a entidade ao apoiar o ‘Neaca Tecendo Redes’, projeto criado pelo MMSG que possibilitará ampliar os atendimentos em São Gonçalo, Itaboraí, e Duque de Caxias.


“A visita de representantes da Petrobras, que é um patrimônio nacional, nos dignifica. É uma empresa que está investindo no social. Temos a oportunidade de mostrarmos os projetos e reforçarmos os laços de confiança depositados em nossas ações em prol das garantias de direitos e na diminuição dos agravos decorrentes da violência. Essas visitas possibilitam que os apoiadores possam ter contato direto com usuários e famílias vitimadas pelas violências, além de acompanharem o trabalho do corpo técnico. São lados distintos, ambos cientes de suas responsabilidades contratuais, profissionais e éticas, contudo, conectados pelo objetivo de transformar vidas, construir um país mais justo e melhor para todos”, ressalta Marisa. 

Marcello Brandão (Fiscal), Joziane Perdigão (Fiscal), Oscarina Siqueira, Marisa Chaves e Joana Bessa (Fiscal) no MMSG

Foto: Divulgação/Ascom NEACA Tecendo Redes


Um ‘tour’ pelos projetos do MMSG


Pela manhã, os fiscais foram recebidos na sede do MMSG, no bairro Zé Garoto, em São Gonçalo, onde conheceram o Núcleo Especial de Atendimento à Criança e ao Adolescente Vítimas de Violência Doméstica e/ou Sexual (NEACA). Durante a visita, os colaboradores tiveram contato com crianças e adolescentes, que participavam de uma oficina pedagógica de produção de doces caseiros. E, depois, conversaram com familiares, que, concomitantemente, assistiam a uma palestra sobre 'Parentalidade Positiva', em outra parte da sede, acompanhados por psicólogos e assistentes sociais, sob a supervisão da diretora executiva Oscarina Siqueira.


“Aqui é a nossa segunda família. Somos acolhidos e orientados por excelentes profissionais. Eles respeitam a nosso dor e transformam as vidas de usuários e familiares. Cuidam da gente para que possamos cuidar melhor dos nossos filhos”, disse, emocionada, uma das mães. “Tive a minha filha assassinada. Ainda estou em processo de luto. Desde quando cheguei ao MMSG, me senti acolhida e muito bem atendida pela equipe”, relatou outra usuária.  

‘Nossa equipe está aqui para fazer uma escuta qualificada’


Durante a interlocução com as famílias, os representantes da Petrobras ouviram depoimentos e fizeram perguntas sobre os atendimentos e o tratamento para dirimir os agravos decorrentes das violências. Após o momento de interação, a gestora Marisa Chaves explicou o processo de triagens e ressaltou a importância da escuta qualificada, profissional e ética no acolhimento às vítimas.   


“Primeiro, a criança passa pelo Núcleo de Atendimento à Criança e ao Adolescente (NACA), que faz o diagnóstico para verificar se a mudança de comportamento da criança está associada a alguma ocorrência de violência. Constatado, a criança vem para o NEACA, onde inicia o tratamento para redução dos agravos. Ressaltamos que a violência atinge todas as classes sociais. Todos nós temos dificuldade de lidar com o problema", explica a gestora.


"Nossa equipe está aqui para fazer uma escuta qualificada. Não é a escuta do senso comum. É uma escuta respeitosa, ética, que guarda o sigilo. Cabe a nós acolher, sem julgar, e contribuir para que crianças e seus responsáveis  tenham força psíquica para continuarem a se desenvolver na sociedade”, afirma Marisa.

A essencialidade do corpo jurídico nos projetos


A importância do corpo jurídico nos projetos sociais também foi citada durante a visita dos representantes da Petrobras. A advogada do projeto Neaca Tecendo Redes, Velange Bastos, falou sobre a essencialidade do corpo jurídico, sobretudo, no desenvolvimento de estratégias para lidar com casos de violência.  De acordo com Bastos, além dos técnicos, o jurídico atende e orienta famílias das crianças e adolescentes vitimados pela violência para viabilizar o acesso às garantias de direitos e articular os encaminhamentos à rede de proteção.


“É de suma importância entendemos a essencialidade da composição do jurídico nos projetos, pois, trabalhamos com casos de violência. Não podemos descolar a visão do jurídico desse contexto. Precisamos analisar os casos, fazer articulações com o poder judiciário, com as delegacias, e, sobretudo, orientar a nossa equipe, que é multidisciplinar. Eles recebem as demandas e elaboram diagnósticos. Traduzem os casos segundo o ‘olhar’ e a especificidade das suas categorias. O corpo jurídico orienta a equipe técnica e viabiliza documentos para subsidiar decisões da Justiça. Vale ressaltar, que, a equipe técnica faz atendimentos, produz e elabora relatórios supervisionados pelo jurídico. Precisamos zelar pela proteção da equipe e da própria vítima”, reitera Bastos.

Fiscais conheceram a sede do Neaca Tecendo Redes em Itaboraí


À tarde, os fiscais seguiram até as instalações do NEACA Tecendo Redes, em Itaboraí, cuja sede foi adquirida, de forma definitiva, neste mês, após  apoio da Petrobras. O projeto atende, principalmente, crianças na primeira infância e seus familiares. Durante a visita, os representantes da empresa  tiveram contato com um grupo de crianças, que participavam de uma atividade pedagógica e, finalizaram o ‘tour’, acompanhando o trabalho da equipe técnica, que realizava uma roda de conversas com familiares das vítimas.  


Psicóloga Cristiane Pereira recebe carinho das crianças durante visita dos fiscais da Petrobras na sede do Neaca- Itaboraí

Foto: Divulgação/Ascom NEACA Tecendo Redes


“Somos gratos por esse projeto, pois, recebemos o acolhimento dessa equipe de profissionais e conseguimos força para continuar tocando as nossas vidas”, relatou uma das mães. “Fui vitimada por violência doméstica, meus filhos presenciaram, e por isso estou aqui. Estou me recuperando e vejo também que eles estão superando as dificuldades. Acho muito importante o apoio das empresas e esperamos que continue, porque, realmente, mudou as nossas vidas”, completou outra usuária.


Grupo reflexivo para mulheres


A coordenadora do projeto Neaca Tecendo Redes (Itaboraí), assistente social Luciléia Baptista, falou sobre a importância dos relatos e da organização de atividades para ratificar o retorno e os investimentos dos apoiadores. “Acho importante relatarmos nossas atividades para darmos  ciência dos nossos trabalhos. Este ano iremos criar um banco de oportunidades de empregos para as mulheres e teremos a nova edição de um livro sobre as experiências vivenciadas pelas vítimas de violência”, anunciou a coordenadora.          


A criação do grupo reflexivo para mulheres, formado pelas mães das crianças vítimas de violência, que são atendidas, concomitantemente, durante as atividades realizadas ao público infantil, também tem sido um diferencial no atendimento às vítimas.


“Enquanto as pedagogas e educadoras trabalham atividades com as crianças, fazemos um contraponto com as mães, realizando uma roda de conversa sobre temas que envolvem, entre outros, empoderamento, autocuidado e estratégias de prevenção e combate às violências”, explicou a assistente social Lívia Velasco.      

MMSG foi fundado há 35 anos


Fundado em 16 de março de 1989, o MMSG foi criado com a missão de enfrentar todas as formas de preconceitos e discriminações de gênero, raça/etnia, orientação sexual, credo, classe social e aspectos geracionais. Trabalhar em defesa dos direitos de crianças, adolescentes, jovens, mulheres e idosas, em especial, àquelas que são vítimas de violência de gênero ou doméstica ou que estejam vivendo com HIV/AIDS. 


 O MMSG, que atende cerca de 700 famílias, executa, atualmente, os projetos: Grupo Reflexivo; Núcleo de Atendimento à Crianças e ao Adolescente Vítimas de Violência (NACA); Núcleo Especial de Atendimento à Criança e Adolescente Vítimas de Violência Doméstica e/ou Sexual (NEACA); Roda de Conversas com Gestantes e Puérperas, que ajuda mulheres para transformação física e psicologias na gravidez; e Rede Vida, que atende e acolhe pessoas com HIV/Aids.


Atendimentos às vítimas de abusos e violências domésticas em três municípios


O projeto NEACA Tecendo Redes, iniciado em 2024, com a parceria da Petrobras, atende demandas relativas às violências domésticas e gênero. O projeto abrange os municípios de São Gonçalo, Duque de Caxias e Itaboraí e tem como objetivo contribuir para a promoção, prevenção e garantia dos direitos humanos de mulheres, crianças, adolescentes e jovens (até 29 anos).

Em caso de ajuda, o MMSG disponibiliza seus serviços, de segunda à sexta-feira, das 9h às 17hs, nos endereços abaixo:


NEACA (SG)- Rua Rodrigues Fonseca, 201, Zé Garoto. (2606-5003/21 98464-2179)

NEACA (Itaboraí)- Rua Antônio Pinto, 277, Nova Cidade. (21 98900-4246).

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