MMSG reforça repúdio às mortes de trabalhadores no Jardim Catarina
- 29 de mai.
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De acordo com as denúncias, Marcelo da Cruz Silva e Edivan Felipe de Assis foram mortos durante ação policial em São Gonçalo após terem uma ferramenta de trabalho confundida com um fuzil

Fotos: Divulgação/Arquivo Pessoal
O Movimento de Mulheres em São Gonçalo manifesta profundo pesar e indignação diante da morte brutal dos trabalhadores Marcelo da Cruz Silva, de 41 anos, e Edivan Felipe de Assis, de 46 anos, assassinados durante uma ação da Polícia Militar no Jardim Catarina, em São Gonçalo.
Segundo informações divulgadas pela imprensa, os próprios policiais envolvidos admitiram ter confundido um tripé utilizado no trabalho da construção civil com um fuzil. Os dois homens saíam para trabalhar quando foram atingidos por diversos disparos, sem qualquer abordagem prévia, voz de parada ou possibilidade de defesa.
Marcelo e Edivan eram trabalhadores, pais de família, moradores da cidade e vítimas de uma política de segurança pública marcada pela violência, pela ausência de protocolos que preservem vidas e pela criminalização cotidiana dos corpos periféricos.
É inadmissível que trabalhadores sejam mortos a tiros em plena luz do dia por carregarem ferramentas de trabalho. Não podemos naturalizar que moradores das periferias saiam de casa sem a certeza de que voltarão vivos para suas famílias.
Nos solidarizamos com familiares, amigos e toda a comunidade do Jardim Catarina, profundamente impactada por mais esse episódio de violência. Reafirmamos a urgência de investigações rigorosas, responsabilização dos envolvidos e transparência na condução do caso.
Defender a vida da população trabalhadora e periférica é um compromisso coletivo e inegociável.
Nenhuma ferramenta de trabalho pode ser confundida com ameaça. Nenhuma vida pode ser tratada como descartável.
Movimento de Mulheres em São Gonçalo




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