MMSG defende redução da jornada de trabalho e destaca impactos da escala 6x1 sobre as mulheres
- 12 de jun.
- 3 min de leitura
Movimento de Mulheres em São Gonçalo reforça a importância do direito ao descanso, à convivência familiar e à qualidade de vida dos trabalhadores

O Movimento de Mulheres em São Gonçalo (MMSG) acompanha com atenção o debate nacional sobre o fim da escala de trabalho 6x1 e manifesta seu apoio às iniciativas que buscam garantir melhores condições de trabalho, mais qualidade de vida e maior equilíbrio entre a vida profissional e pessoal dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiras.
Para a gestora do MMSG, Marisa Chaves, a atual escala representa uma realidade desgastante, que impacta diretamente a saúde física e mental da população trabalhadora, especialmente das mulheres, que historicamente acumulam jornadas múltiplas de trabalho.
"Somos contrárias à escala 6x1 porque ela é extremamente desgastante e não permite que mulheres e homens usufruam plenamente do direito ao descanso, ao lazer, à convivência familiar e à educação. As mulheres, em especial, continuam sendo sobrecarregadas pelas tarefas domésticas e pelos cuidados com os filhos, idosos e familiares, mesmo quando também contribuem para o sustento da casa", afirmou Marisa.
Construção de uma sociedade mais justa e igualitária
A gestora destaca que a luta pela valorização do trabalho está diretamente relacionada à promoção dos direitos humanos e à construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
"O Movimento de Mulheres em São Gonçalo atua há 37 anos na defesa dos direitos humanos de crianças, adolescentes, jovens, mulheres e idosos. Entendemos que não é digno que uma pessoa trabalhe seis dias por semana sem tempo suficiente para descansar, estudar, cuidar da própria saúde ou conviver com sua família. É fundamental garantir condições que permitam às pessoas viver com dignidade e bem-estar", ressaltou.
Divisão desigual das responsabilidades domésticas
Marisa Chaves também enfatizou que a divisão desigual das responsabilidades domésticas torna os impactos da escala 6x1 ainda mais severos para as mulheres.
"Historicamente, as mulheres assumem a maior parte do trabalho doméstico e dos cuidados familiares. Muitas vezes, quando os homens participam dessas tarefas, isso ainda é visto como uma ajuda, quando deveria ser uma responsabilidade compartilhada. Por isso, a redução da jornada de trabalho também representa um avanço importante na busca por mais igualdade de gênero", destacou.
O MMSG reafirma seu compromisso com a defesa dos direitos das mulheres e da classe trabalhadora, acompanhando os debates que promovam mais qualidade de vida, justiça social e respeito à dignidade humana.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece jornada máxima de 40 horas semanais e extingue a escala 6x1 foi aprovada com ampla maioria na Câmara dos Deputados, mas agora enfrenta impasses e está travada no Senado Federal.
Desde 1989, em defesa dos Direitos Humanos
MMSG é uma entidade da sociedade civil, que atua sem fins lucrativos, fundada há 37 anos (1989), cuja missão é enfrentar todas as formas de preconceitos e discriminações de gênero, raça/etnia, orientação sexual, credo, classe social e aspectos geracionais. A instituição trabalha em defesa dos direitos de crianças, adolescentes, jovens, mulheres e idosas, em especial, àquelas que são vítimas de diversas formas de violências, seja no âmbito doméstico ou extrafamiliar, ou que estejam vivendo com HIV/AIDS.
Além de ajuda internacional da ‘Brazil Foundation’ e a Fundação Rare Beauty, o MMSG recebe apoio das Prefeituras de São Gonçalo e Niterói, da Fundação para Infância e Adolescência (FIA), do Ministérios da Saúde e das Mulheres, CEDIM-RJ, Instituto Profarma, CEDAE, da Fundação Banco do Brasil e da Petrobras, que já financiou 5 projetos, desde 2006, e atualmente, apoia o Projeto NEACA Tecendo Redes, com núcleos de atendimentos em São Gonçalo, Itaboraí e Duque de Caxias.
MMSG- Rua Rodrigues da Fonseca, 201 - Zé Garoto/(21) 2606-5003 /(21) 98464-2179Ro
Post não marcado como curtido




Comentários